Ele era tão bom no que fazia… montou sua empresa, mas não decolou! Por quê?

É comum encontrarmos empreendedores que montam suas empresas baseados no know-how (saber como) e experiência que acumularam anteriormente. Porém, mesmo tendo trabalhado com determinado produto ou serviço, conhecer o segmento e ter anos de experiência em algo específico, não conseguem sucesso. Uma coisa é o conhecimento técnico e outra é o conhecimento prático, com Gestão.

 

“João começou como ajudante, passou a mecânico júnior e foi crescendo até se tornar o gerente geral da empresa. Por uma questão pessoal, decidiu-se por sair da empresa onde trabalhava há mais de 20 anos e abriu sua própria oficina na cidade para onde acabara de se mudar. Investiu todas as suas reservas no novo sonho. Dois anos depois, estava passando por dificuldades. Não possuía um número bom de clientes, os que tinha não estavam “fidelizados”, o índice de inadimplência era alto e havia uma grande mistura entre as finanças da empresa e suas contas pessoais…”

 

O caso acima – fictício – é bem mais comum do que imaginamos. Decidir pela abertura de uma empresa baseado no conhecimento acumulado anteriormente é sim uma boa decisão. No entanto, o mundo vem evoluindo muito rapidamente e normalmente falta ao empresário o conhecimento de COMO fazer as mudanças tão necessárias ao negócio.

 

Segue a lista do que entendemos ser indispensável ao empresário atual:

  • Benchmark – ler e estudar sobre empreendedorismo. Entender os caminhos percorridos por outros empresários. Saber o que deu certo ou não na trajetória dos outros e fazer o “de/para”.
  • Atualização – saber quais novos produtos, serviços ou tecnologias estão sendo criados e quem já está utilizando. Continuar estudando e acessando novas ferramentas, plataformas, softwares, aplicativos, etc. para buscar sempre a simplificação do trabalho e, ao mesmo tempo, a melhoria no controle e no resultado do negócio.
  • Aprender sobre Gestão (comercial, financeira, de pessoas, de marketing, etc.).
  • Melhorar habilidades de relacionamento interpessoal. Como diz-se popularmente: “Se seus clientes e seus funcionários são pessoas, você tem que conhecer e entender de pessoas”.
  • Disciplina – para planejar, criar planos de ação e garantir que o foi idealizado sairá do papel, que irá se tornar realidade. Grandes empresários normalmente são muito disciplinados.

 

Os tempos mudaram, as pessoas mudaram, as formas de fazermos negócios mudaram e a gestão dos negócios também terá que mudar.

 

“Seja a mudança que você quer ver no mundo” – Gandhi

 

 

Maurício Galhardo – Diretor FFcube
Elaborado em 27 de Setembro de 2018
Imagem: pexels.com

Confira 9 formas legais de ganhar dinheiro hoje!

Você consegue listar, assim sem pensar muito, 9 formas de ganhar dinheiro?
Lógico que estou falando aqui somente de formas legais e lícitas de conseguir dinheiro.

 

Antes de começarmos a listar, melhor avaliar um pouco a expressão “ganhar dinheiro”. O verbo ganhar dá um toque de sorte, o que para muitos, diminui assim tais chances de se ter alguma coisa. Então pensemos o “ganhar” de uma forma mais profissional, visando “receber” ou “conquistar” o dinheiro, ok? Confira as 9 formas de conseguir renda, mensalmente, de forma constante e segura.

 

1 – receber salário. Esta é a primeira que vem na cabeça da maioria das pessoas. Em troca de trabalho, recebe-se determinada remuneração fixa. Se pensarmos nesta forma, devemos somar também todos os benefícios que estão associados ao trabalho, tais como, férias, 13º. Salário, bônus, participação de lucros, assistência média, seguros, alimentação, entre outros.

 

2 – receber os juros ou dividendos de investimentos. São os retornos financeiros de qual investimento que se faça.

 

3 – receber comissões, por realização de trabalhos. Um vendedor autônomo, por exemplo, receberá mais ou menos dinheiro de acordo com o atingimento de suas metas de vendas.

 

4 – receber por serviços extras (bicos). Qualquer pequena atividade extra pode gerar também receitas extras.

 

5 – receber o aluguel de algum bem, um imóvel por exemplo. Se você é proprietário de um imóvel e o aluga, é esperado receber o aluguel mensal por isso.

 

Já listamos cinco formas de receber receitas. Faltam só mais quatro. Pense em formas diversas, não só aquelas que você tem ou pode vir a ter. Pense em outras pessoas – quais são as rendas que ela tem?

 

6 – Aposentadoria – para aqueles que contribuíram durante anos e agora desfrutam o recebimento fixo de uma renda mensal.

 

7 – Mesada – para muitos de nós, esta foi a primeira fonte de renda que tivemos na vida. Hoje, se você tem filhos pequenos, passou a ser uma despesa.

 

8 – Pensão – muitos vivem graças à pensões que recebem. Em contrapartida, o pagamento da pensão pode ser uma despesa fixa para muitos.

 

9 – Bolsa – que pode ser a bolsa-família, bolsa-escola, ou qualquer outra que contribui mensalmente para a renda de uma pessoa. Vale lembrar que hoje no Brasil, já é significativo o número de pessoas que dependem exclusivamente desta fonte de renda.

 

O grande ponto de um artigo como este é pensarmos juntos em quais as possibilidades existentes para conseguirmos dinheiro. Vale nos perguntarmos quantas destas rendas nós possuímos. Somente uma? Duas talvez?
Percebemos que quanto menor for o número de fontes de renda que tivermos, mais vulneráveis estaremos. Quem depende de uma única fonte, tem que ficar atento, pois se esta fonte “secar” ou “diminuir”, podem haver problemas de adimplência e isso levar a um quadro financeiro crítico.

 

 

Você está confortável com as receitas que tem hoje? Se não, vale pensar em alternativas.
Conte para nós nos comentários, qual seria a 10ª forma que você realizaria hoje para ganhar mais dinheiro?

 

 

Maurício Galhardo – Diretor FFcube
Elaborado em 23 de Abril de 2010

Como está a saúde financeira do seu negócio?

Em tempos de dificuldade financeira, os empresários tendem a voltar seus olhares para dentro do negócio para, assim, tentarem entender as causas destas dificuldades. Nestas ocasiões o acompanhamento dos Indicadores de Desempenho do negócio torna-se ainda mais imprescindível e constante. Assim, vale entender o fluxo abaixo para buscar as causas de possíveis problemas:

Infográfico elaborado por Maurício Galhardo / Praxis Business

 

A busca por melhores resultados (Lucros) normalmente passa por dois caminhos: Vender Mais (+Receitas) Gastar Menos (-Gastos). Sim, vender mais E gastar menos, pois muitos empresários tendem a fazer um ou outro, e não os dois ao mesmo tempo. É uma tarefa árdua, pois Gestores que são mais “comerciais” costumam observar os caminhos voltados ao aumento das vendas, enquanto os Gestores mais “financeiros” voltam-se à contenção dos gastos. Entender estes dois perfis e saber adotá-los simultaneamente dentro da empresa pode gerar um diferencial importante.

 

E para se aumentar Vendas podemos pensar em dois caminhos: efetuar mais transações de vendas e aumentar o ticket médio. Mais uma vez aqui, não se trata de fazer uma coisa ou outra, mas sim em pensar em ambas simultaneamente. E assim, sucessivamente, simplesmente seguindo o fluxo acima, passamos pelos Indicadores Comerciais que, se bem acompanhados, trarão mais e melhores vendas.

 

E para se diminuir gastos a lógica é mesma. O maior gasto de um comércio sempre é o custo de compra de mercadorias. Entender o CMV (Custo de Mercadoria Vendida), o mix dos produtos vendidos – e seus diversos CMVs e Mark ups, o volume de Descontos aplicados nas vendas, etc. poderá gerar, em alguns casos, diferenças de até 5 pontos percentuais no resultado. Além do montante utilizado com Mercadoria, entender e acompanhar gastos com Impostos, Gastos Ocupacionais (despesas com locação – shopping ou rua) e Equipe (salários, comissões, encargos e benefícios), poderá ser a diferença entre um bom ou mal resultado ao final do mês.

 

Em resumo, o estabelecimento, controle e acompanhamento de indicadores de desempenho propiciará o DIAGNÓSTICO de um negócio. Assim como as pessoas fazem, de tempos em tempos, um check up médico para entender sua situação de saúde, uma empresa também deve fazê-lo. A diferença é que, em vez de indicadores clínicos, numa empresa estamos tratando de indicadores Financeiros, de Pessoas e de Vendas (comerciais). E a frequência desta medicação/acompanhamento, devido às pressões do mercado/concorrência, precisará ser, em muitas situações, quase que diária. Assim como num ser humano, quanto mais cedo se descobre o problema, mais rapidamente se inicia o tratamento e maiores são as chances de sucesso (menos dor, cura, menos perdas financeiras, crescimento, etc.).

 

Definição de Diagnóstico: conhecimento (efetivo ou em confirmação) sobre algo, ao momento de seu exame. Portanto, “examinar” com recorrência e disciplina nos permitirá diagnosticar com frequência para que sempre melhores decisões sejam tomadas.

 

Mauricio Galhardo – Diretor FFcube
Elaborado em 01 de Outubro de 2016

 

Gestão de Redes – Desafios em Redes de Franquias

Gerir uma rede, independentemente do seu tamanho, não é uma tarefa fácil. Estruturar processos, criar bons meios de comunicação e gerar resultados para os dois lados (centro – detentor da marca, e ponta – as unidades) são questões importantes para o negócio.

No entanto, em Redes de Franquias, especificamente, há um tempero adicional: os Franqueados (a ponta da rede) são DONOS de seus negócios.  Ou seja, a relação é feita entre donos, com vínculo menor do que se fosse uma rede própria. O franqueado investiu para ter aquele negócio, assim como é o responsável direto pelo sucesso da operação. Não há garantia de salário no final do mês, não há garantia de lucro, não há certeza de que aquela unidade existirá no futuro. Assim, gerir uma rede de franquias exigirá ferramentas e mecanismos diferentes de gerir uma rede própria.

 

Destacamos aqui alguns pontos que consideramos importantes ao Gestor avaliar:

 

– Cultura da Marca – todo e qualquer negócio, quando expande, tende a perder um pouco o contato com as origens, com suas raízes. Tende a se distanciar de seu propósito, de seus valores, daquilo que é o motivo do negócio existir. Trabalhar a cultura da rede na ponta aumentará as chances de sucesso, pois propiciará ao cliente final experiências similares em qualquer contato com a marca. É o comumente chamado “one brand experience”. Fazer com que cada um na rede, do fundador ao vendedor na unidade franqueada, saiba qual é, respeite e pratique esta cultura. Acreditar na cultura gerará o engajamento da rede.

 

– Cultura de Rede – os Franqueados precisam entender que não estão sozinhos, que no momento que decidiram e foram escolhidos para serem franqueados, participam de uma rede. E estar em rede significa assumir e se responsabilizar por determinados papéis. A divisão clara do papel das partes (o que é responsabilidade do Franqueador e o que é do Franqueado) e o entendimento que há objetivos comuns é um ponto importante para se gerar confiança e se gerir bem uma rede. Em redes as decisões são tomadas pensando no todo, na marca. Ações pontuais para auxiliar um ou outro franqueado até podem ser tomadas, mas não podemos perder a visão mais ampla do negócio. Até porque, esta é uma divisão a ser clara entre as partes: ao franqueador cabe a visão macro, de três a cinco anos à frente; ao franqueado cabe a visão micro, da sua unidade, de como operar o negócio com excelência nos próximos doze meses.

 

– Omnisupport – ou “onisuporte” – assim como na palavra omnichannel – vários canais à disposição do cliente – quando citamos onisuporte, nos referimos a prestar suporte ao franqueado de forma integrada, independente do meio que o Franqueado preferir. Pode ser pela visita do Consultor de Campo & Negócios, pode ser pelo atendimento telefônico via SAF (Serviço de Atendimento ao Franqueado) ou mesmo através da intranet da rede, a comunicação deve fluir de forma ao franqueado receber, pelo caminho que lhe for mais apropriado, suporte de qualidade. Bem comum é encontrar em redes de franquias consultores de campo que efetuam visitas sem saber como estão os indicadores atualizados das unidades que irão visitar. Ou mesmo ao término de uma visita, planos de ação serem montados, mas o pessoal da SAF não ter acesso ao que precisa ser feito… Assim, integrar estes canais, gerando ao franqueado suporte rápido e estruturado, pode ser um bom caminho para melhores resultados a todos.

 

– Meritocracia – Cabe aos gestores apoiar e divulgar as melhores práticas dentro das redes. Assim, aqueles franqueados que performam melhor, que buscam uma execução com excelência no ponto de venda, que se dedicam ao negócio, que participam das ações criadas pela Franqueadora, etc. devem servir para a rede como referência. Deve haver exposição e valorização, por exemplo, levando estes franqueados nas Convenções da marca, para demonstrar à rede o que estão fazendo. Mais do que isso, podem e devem ser criados Programas de Excelência, apresentando os quesitos que são valorizados, bem como os critérios para premiações, que pode ir desde prêmios (viagens, etc.) até descontos em Royalties. A ideia é criar na rede uma cultura de busca por melhores resultados. Isso conduzirá a gestão da rede por um caminho de comprometimento, mas também de muito reconhecimento para as ações sugeridas pela Franqueadora.

 

Em suma, a Gestão de Redes de Franquias nos dias de hoje pode ser melhorada com uso de tecnologia (intranet, indicadores de gestão online, etc.), com a criação de bons processos de trabalho e meritocracia, mas nunca perderá o toque humano, afinal de contas, embora as redes de franquias sejam na sua essência a relação entre CNPJs, quem toma as decisões e quem faz os negócios acontecerem serão sempre os CPFs. Portanto, para melhorar a Gestão de sua Rede, crie formas de ouvir o que dizem seus franqueados.

 

 

Maurício Galhardo – Diretor FFcube
Elaborado em 22 de Junho de 2015